terça-feira, 12 de março de 2013

nunca digas nunca

E quando pensas que já viste de tudo. Que ultrapassaste o mítico animal a andar de bicicleta. O Relvas e os seus duzentos cursos "a la minute". Pior ainda, o Relvas em esgares a tentar soletrar o Grândola.... eis que ligas a televisão e vês o treinador do SLB a dar uma aula. Pior? Sim há pior: o professor do treinador a dizer, assim todo eloquente: mais vale dizer as coisas certas com palavras erradas, do que coisas erradas com a s palavras certas. Prates, o stôr fdeu o chavál quéra seu alun. Pruk admitiu ku chavál ás vezx nâ atina kas palavras.

o fumo e a entremeada

Preparava o lume na minha lareira, para nela grelhar umas suculentas e gordurosas entremeadas, quando sou fustigado pela vizinha do lado, fervorosa adepta de missas e afins: vizinho, há fumo na sua chaminé! temos papa??? pergunta esbaforida e esperançada.
Entre a interpretação linear da pergunta e a inevitável associação ao folclore romano, respondo-lhe meio entremeado, ou seja nas duas vertentes: papa lá, não sei, vizinha, mas aqui a papa não dá para o "temos" dado que a crise não me permite dividir repasto.
Ao que ela responde, está bem, não tem importância, mas que bem que cheira, é porco? Sim, digo-lhe eu, é porco. Lá ou aqui? pergunta-me a esfomeada vizinha. Aqui, vizinha, lá ainda não se sabe, a chaminé só deu fumo negro.

segunda-feira, 11 de março de 2013

o semáforo da minha rua avaria sempre que chove

Bem, nem é bem na minha rua. Na verdade é no trajecto de casa-trabalho. A bem da verdade, não avaria sempre que chove. Na verdade este semáforo é crucial para prevenir acidentes graves, caso esteja de amarelos a piscar. Na verdade avaria sempre que ocorrem grandes chuvadas,e assim se mantém durante dias, e a malta lá vai dando trabalho às seguradoras,hospitais e funerárias. Custa-me a acreditar que não existam piquetes para resolver rapidamente estas avarias, num país com quase um milhão de desempregados. Já não me custa nada entender porque avariam com a chuva, afinal foram montados por portugueses, que como sabemos são excelentes operários fora fronteiras, mas dentro... nem por isso.