Preparava o lume na minha lareira, para nela grelhar umas suculentas e gordurosas entremeadas, quando sou fustigado pela vizinha do lado, fervorosa adepta de missas e afins: vizinho, há fumo na sua chaminé! temos papa??? pergunta esbaforida e esperançada.
Entre a interpretação linear da pergunta e a inevitável associação ao folclore romano, respondo-lhe meio entremeado, ou seja nas duas vertentes: papa lá, não sei, vizinha, mas aqui a papa não dá para o "temos" dado que a crise não me permite dividir repasto.
Ao que ela responde, está bem, não tem importância, mas que bem que cheira, é porco? Sim, digo-lhe eu, é porco. Lá ou aqui? pergunta-me a esfomeada vizinha. Aqui, vizinha, lá ainda não se sabe, a chaminé só deu fumo negro.
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